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Em depoimento, Lula nega pagamento de mesada da Odebrecht para seu irmão

por iG São Paulo *

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o irmão do ex-presidente da República chegou a receber uma mesada de R$ 5 mil durante 13 anos

(Depoimento de Lula durou cerca de duas horas e o petista negou o pagamento da quantia para seu irmão – Foto: Lula Marques/Agência PT)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi à sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo, nesta segunda-feira (26) para prestar depoimento sobre o inquérito que apura o suposto pagamento de uma mesada de R$ 5 mil a seu irmão Frei Chico feito pela construtora Odebrecht.

O depoimento de Lula durou cerca de duas horas. Durante sua fala, o ex-presidente negou o pagamento da quantia para o seu irmão e garantiu que não houve a suposta mesada bancada pela construtora.

A denúncia desse pagamento veio à tona através de uma delação premiada feita à PF por dois executivos da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho e Alexandrino de Salles Ramos Alencar.
De acordos com eles, a empreiteira chegou a pagar um valor de até R$ 5 mil ao irmão do ex-presidente petista. Esse pagamento teria sido feito regularmente por cerca de 13 anos.

Ainda segundo os delatores, a quantia recebida por Frei Chico era de conhecimento do ex-presidente, e tinha como finalidade algumas trocas de favores entre agente públicos e empresários.

Detalhes da delação

Mascarenhas e Alencar disseram que as mesadas começaram em 2003, quando o petista assumiu a Presidência do País. Porém, antes mesmo dele ser eleito presidente, uma empresa do grupo Odebrecht contratou os serviços de Frei Chico para reduzir problemas com sindicatos em alguns estados.

Quando o petista foi eleito, Alencar entendeu que seria bom encerrar o contrato porque Frei Chico, por ser irmão do presidente, não poderia mais prestar esse tipo de serviço.
Foi quando, segundo o delator, a Odebrecht assumiu o pagamento mensal de uma “ajuda de custo” ao sindicalista. “Passei a dar para ele um tipo de mesada. Um pagamento gracioso”, disse Alencar, repetindo as palavras do procurador.

No início, o irmão do petista recebia R$ 9 mil a cada trimestre, mas após pedir um aumento, a empreiteira passou a pagar R$ 5 mil. Alencar afirmou ainda que marcava almoços para entregar as quantias ao irmão de Lula.

* Com informações da Agência Ansa.

Fonte: Último Segundo – iG